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04/12/2008 - 18:34

Música, Brandon Flowers e black-tie

Ok, Brandon, você venceu. Nunca pensei que fosse fazer um post sobre esse moço, pra quem eu torcia o nariz veementemente até pouco tempo atrás mas, como dizem ( e ainda bem ), só os burros não mudam de idéia. Brandon Flowers é vocalista da banda The Killers, cujo show ano passado no Tim Festival foi acontecer só lá pelas 4 da matina e tinha um cenário dos mais cafonas. Ouvi duas músicas e fui embora. Eis que a banda lança recentemente seu quarto álbum, Day & Age, e nele coloca Human, hit certeiro e dançante ( eles são bons nisso, Mr. Brightside e Somebody Told Me tocaram à exaustão tanto na MTV quanto nas pistas de dança, nos mais variados remixes ) que, hoje, alegrou meu dia graças a seu clima uplifting, com letra cheia de significados. Vai ver, claro, tem super a ver com um momento meu, com a fase que eu estou vivendo, é sempre assim com certas músicas, já repararam? Bom, baixei o álbum e adorei ( recomendo ), para alegria de Denise, que me aluga faz tempo com seu amor pela banda e pelo Brandon ( De, I love you. Tks por ter entrado na minha vida ). Posto abaixo o lindo vídeo de Human e a letra, para que vocês possam, quem sabe, entender um pouquinho o porque de eu ter me rendido.

I did my best to notice
when the call came down the line
up to the platform of surrender
I was brought but I was kind
and sometimes I get nervous
when I see an open door

close your eyes, clear your heart

cut the cord
are we human or are we dancer
my sign is vital, my hands are cold
and I’m on my knees
looking for the answer
are we human or are we dancer

pay my respects to grace and virtue
send my condolences to good
give my regards to soul and romance
they always did the best they could
and so long to devotion,
you taught me everything I know
wave good bye, wish me well

you gotta let me go
are we human or are we dancer
my sign is vital, my hands are cold
and I’m on my knees
looking for the answer
are we human or are we dancer

will your system be all right
when you dream of home tonight
there is no message we’re receiving
let me know is your heart still beating

are we human or are we dancer
my sign is vital, my hands are cold
and I’m on my knees
looking for the answer

you’ve gotta let me know
are we human or are we dancer
my sign is vital, my hands are cold
and I’m on my knees
looking for the answer
are we human
or are we dancer
are we human or are we dancer
are we human or are we dancer

Mas só a música não seria suficiente para que eu começasse a achar o Sr. Flowers um cara legal. Acontece que o rapaz evoluiu muito no quesito visual e elegância. É aí que entra o lado Hypercool de ser. Primeiro, tirou a barbinha-roqueira-sujinha e trocou os figurinos de pastor de Las Vegas por peças sóbrias e bem cortadas, de shape slim, com ênfase na alfaiataria. Como atestado de sua transformação, chamou a atenção da imprensa fashion, virando modelo da GQ em editorial publicado no Men.Style, que ensina como acertar um look black-tie sem perder o ar cool, evitando virar um pingüim sem estilo algum. As dicas são excelentes e as fotos muito elegantes. Brandon se sai muito bem, tem o physique du rôle perfeito. Deixo vocês com as fotos e os conselhos ( resumidos ) que acompanham cada proposta.

1. Comece pelos básicos: Smoking preto, camisa branca, gravata borboleta preta. Sem sustos e garantia de parecer um gentleman. 2. Lá pelas tantas você vai tirar o paletó. Tenha certeza de escolher uma camisa slim para evitar o efeito “camisa-de-pirata” bufante.

3. Digamos que você não queira parecer igual a todos os outros homens na festa. Uma boa opção é escolher um look azul petróleo, usá-lo de forma clássica com camisa branca e gravata preta OU enrockecer a coisa com uma camisa escura, sem gravata. Chic. 4. Deixe o relógio tipo scuba diving em casa e escolha um modelo clean, de pulseira de couro preta e caixa fininha, discreto, porém presente.

5. Mudar o paletó pode ser o touch of class de seu look. Mantenha simples o resto da produção e apenas troque o tradicional por um modelo de veludo. Pode ser preto, verde garrafa ou marinho. 6. Um paletó branco ( com gola xale e sempre com calças pretas ) pode dar um toque hollywoodiano à sua noite, mas use de preferência no verão.

7.  Talvez não seja a melhor proposta para ir a um casamento jet-setter, mas usar o paletó de smoking por cima de camiseta para ir a uma festinha mais informal é um must. 8. Prefere gravata longa no lugar da borboleta? Ok, mas combine-a com o material da lapela: lapela acetinada, gravata acetinada, certo?

9. O papel principal é do terno/smoking portanto, nada de acessórios muito chamativos. Abotoaduras sóbrias e elegantes são suficientes. 10. Experimente uma camisa em tons de rosa lavado ou azul bem clarinho no lugar do branco. É uma maneira de quebrar tradições sem fugir do clássico.

11. Aqui, sem pirações: black tie, black shoes. Quanto mais simples melhor, menos é mais, capisce? 12. Uma opção old school, com lapela e gravata grandes é sempre charmoso


13. Versão minimalista: funciona em qualquer ocasião formal. 14. Versão hipster: mais curto, com camisa cinza azulada, gravata e shape slim. Sim, é a opção mais fashionista.

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03/12/2008 - 18:11

Festa do branco

Aconteceu ontem a festona de lançamento das novas lojas paulistanas da Hugo Boss e da nova coleção masculina que chega junto com elas. Locação linda, no Morumbi, produção impecável que, mesmo com o chuvaréu que caía ontem, contornou as poças e fez funcionar sem problemas o evento. Teve desfilinho editado pelo Thiago Ferraz e set delícia das WWW (as queridas Rosana Rodini, Marina Sasseron e Carol Nogueira). Fique com algumas imagens da noite.


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03/12/2008 - 16:37

Vivendo e aprendendo

Depois dos dois posts-desabafo anteriores, vamos ao que interessa. Me sinto na obrigação de traduzir este texto, publicado na versão online da revista Next, parte integrante do jornal francês Libération. Serve pra situar a gente sobre o momento do homem em relação à moda, beleza e novos costumes. Texto bom ( mesmo sem ser ultra inovador. Na verdade, é o que a gente já vem abordando aqui há algum tempo ) pra gente entender mais um pouquinho sobre o macho do século 21. Enfim, leiam e reflitam. E deixem sua opinião se quiserem.

OS HOMENS EM PLENO APRENDIZADO DA MODA

Sedução ou status social? Funcionalidade ou elegância? Um estudo do Instituto Francês da Moda analisa os comportamentos dos consumidores masculinos e sua relação com seu próprio closet

Os homens não têm mais vergonha em assumir um interesse pela moda mas, nesse campo, estão ainda em curso de aprendizado e são mais resistentes a mudanças do que as mulheres. Para analisar a evolução dos comportamentos masculinos, uma equipe dirigida por Patricia Romatet, diretora do Instituto Francês da Moda, interrogou 64 experts ( estilistas, stylists, compradores…) na França e em vários países. A pesquisa foi encomendada pelo salão Première Vision. Uma coisa é certa: “os homens não têm mais vergonha de se interessar pela moda”, afirma Patricia. “A roupa faz parte dessa nova dimensão. Antes, era apenas um símbolo de status. Agora, é de status e sedução”.

O fenômeno cresceu nos últimos dez anos, confirma Franck Nauerz, comprador do Printemps. Segundo a pesquisa, os homens adotam um discurso social, mas é cada vez maior o número dos que se vestem para seu próprio prazer. No closet essencial, ainda há lugar cativo para a alfaiataria. “Existe um mito da alfaiataria sob medida”, conta Mme Romatet. Mesmo os mais jovens dão papel principal ao terno, mas de forma revista e corrigida. Nas gerações mais novas, a tendência é o dressing-up ( se vestir de forma mais elegante ) mesmo em trajes mais relaxados. “Não se pode mais fazer um casual sportswear, é necessário partir para um casual chic”, enfatiza Mme Romatet. “Mesmo fabricantes de jeans estão oferecendo opções cada vez mais alinhadas, cada vez menos trash”, diz Franck Nauerz. Segundo ele, foi a elegância rock de Hedi Slimane para Dior Homme que trouxe esta vontade aos mais jovens, com suas silhuetas escuras e secas. Os acessórios são, em muitos casos, a porta de entrada dos homens no desafiador universo da moda.

De três anos para cá, os homens desataram a comprar bolsas e jóias, segundo Franck Nauerz. “Existem agora espaços inteiros dedicados aos acessórios masculinos e grifes femininas passaram a oferecer peças para eles também”. Para os homens, a dimensão social e a funcionalidade são importantes, enquanto a mulher se interessa sobretudo pela aparência e pela silhueta. A maioria dos homens vai procurar um produto funcional, vai se interessar em saber o número de bolsos, de zíperes e escolher as cores mais sóbrias. A relação com o tempo não é nem um pouco parecida para os dois sexos. “O tempo masculino é mais longo do que o feminino”, segundo Patricia Romatet. “A moda não corresponde aos desejos mais profundos dos homens”, diz, “eles estão apenas à procura de um pouco mais de estilo”.

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03/12/2008 - 14:45

Triste

Nota no Glamurama de ontem:

Tipo exportação
02/12 - 20:20 - Encantado com o trabalho de styling do brasileiro Li Camargo, o editor de moda das revistas francesas “Vogue Hommes” e “Sport & Style”, Bruno Danto, o convidou para assinar um editorial em cada publicação. Luxo!

Aí vocês me perguntam: “mas não é legal isso, Sylvain? Por que o triste do título?” É, seria legal se o Bruno Danto não tivesse deixado a Vogue Hommes em 2006, depois de apenas alguns meses no cargo, para dar lugar a ninguém menos do que Carine Roitfeld. A moda da revista é realizada e editada hoje pela própria Carine, pelo Olivier Lalanne e pelo Olivier Rizzo. A nota, portanto, mente ao atribuir ao moço o cargo de editor da VH. Ou, no mínimo, mostra uma falta de apuração vergonhosa. Pensa que é um caso isolado? Nananina.

Recentemente, outra nota, no mesmo veículo, relatava o empréstimo ao cantor Paulo Ricardo, de uma jaqueta Dolce & Gabbana, pertencente a um stylist brasileiro, para participação no Domingão do Faustão. O texto dizia que a jaqueta tinha acabado de ser desfilada em Milão, durante a temporada masculina deste ano e que tinha sido presente pessoal da própria dupla de estilistas. E que a peça em questão só chegaria às lojas no final de 2008. Eu, com a pulga atrás da orelha, pois não me lembrava de ter visto a tal peça na passarela da marca, no desfile recém-realizado, fui fuçar. Foi fácil, para quem acompanha os desfiles masculinos, apurar que a jaqueta em questão era velha de duas coleções e que estava em todas as lojas da grife durante o verão europeu. Mentira, de novo, ou preguiça de checar?

Nem um, nem outro. Ou os dois. Ou ainda os dois, acrescidos de uma tentativa de hypar os nomes dos brasileiros envolvidos na história ( contra quem eu não tenho nada de pessoal ). Depois dizem que os blogs é que não são confiáveis. Eu sinto vergonha desse tipo de “jornalismo”. Ainda mais vindo de um veículo com tanto prestígio e penetração como é o Glamurama. Sabemos que lobbys, favores e entendimentos existem mesmo por aí, e faz parte, infelizmente. Agora, não dava pra pelo menos fazer tudo isto dando uma informação verdadeira ao leitor? Triste. Mesmo.

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02/12/2008 - 14:59

Cada um com seu Marc…

Sorry, gente, não agüentei. Competição acirrada para maior vergonha alheia do ano. No próximo post, voltamos à nossa programação normal.

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01/12/2008 - 17:03

Anton Corbijn para G-Star

A grife holandesa de jeanswear G-Star convocou o top fotógrafo e cineasta Anton Corbijn para assinar as imagens da nova campanha de primavera-verão 2009. Corbijn, caso alguém não esteja associando o nome à pessoa, é o diretor de Control, a cinebiografia de Ian Curtis, do Joy Division, filme-cult por excelência. Antes de assinar a obra, construiu sólida carreira como fotógrafo e videomaker oficial do rock, tendo trabalhado anos a fio com Depeche Mode, Nirvana e U2. Sou fã desde sempre. E dizem que a G-Star estaria vindo para o Brasil…

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01/12/2008 - 12:37

Endereço obrigatório

Dica de site novo, fresquinho e fundamental para acompanhar as últimas do universo da GQ francesa, sempre um bom termômetro de classe e bom gosto. O Menstyle.fr não é exclusivamente um site de moda, assim como a revista, mas aborda, de alguma forma, quase tudo o que fascina um homem. Claro que tem carros e mulheres também. Mas não qualquer carro e nem qualquer mulher. Legal ler na última edição da GQ France como foi concebido o site e as pesquisas que foram feitas para chegar-se no conteúdo ideal.

Constatou-se que os homens, na internet, são tão receptivos quanto as mulheres no que diz respeito a conselhos de beleza, que adoram saber tanto dos bastidores esportivos quanto das festas mais badaladas, assim como infos culturais e confissões sexuais. O Menstyle.fr oferece tudo isso (e um pouco mais), sempre com uma embalagem cheia de estilo e elegância. O site se divide em seções bem completas, onde se pode aprender muita coisa em estilo, cultura, lifestyle, hi-tech, viver bem e até num horóscopo muito bem sacado. Eu, se fosse você, corria aprender francês, vale a pena.

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01/12/2008 - 12:05

Novo clássico

Algumas imagens do lookbook de Tim Hamilton, tiradas durante a apresentação de sua coleção, no Meatpacking District de NY. Eu gosto bastante.

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25/11/2008 - 19:34

A irmã de Charlotte

O título engana. Faz tempo que Lou Doillon deixou de ser apenas a meia-irmã de Charlotte Gainbourg. Filha do cineasta Jacques Doillon e de Jane Birkin, Lou cresceu, ganhou um charme desconcertante e, mesmo sem ser linda, no sentido óbvio da palavra, virou ícone fashion nas melhores revistas do ramo e cult no cinema.
De espírito rebelde, chamou a atenção logo aos nove anos, com suas camisetas de bandas de rock - Greateful Dead era uma delas - e dreads nos cabelos. O início de carreira foi debaixo da asa da mãe, no filme Kung-Fu Master, de 87, dirigido por Agnes Varda, onde interpretavam…mãe e filha. Estourou em Trop (Peu) d’Amour, realizado por seu pai, onze anos depois.
Além das páginas da Vogue Paris, onde tem lugar cativo, Lou já foi rosto da Gap, da Givenchy e posou para o calendário Pirelli em 2007, mesmo ano em que fechou parceria criativa com a clássica grife de jeanswear Lee Cooper.
Neste ótimo vídeo logo abaixo tem uma entrevista com ela explicando um pouco sobre a história com a LC, de como funciona seu processo criativo e de referências, além de uma canjinha como cantora no final. Muito bom. Vale a pena ver.
Em seguida, tem o curta Pigalle, estrelado por Lou, que é uma ode à vida noturna da região red light de Paris (clica no título pra ver, porque está no Vimeo e eu ainda não consegui entender como posto aqui). Enjoy.

Pigalle.

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25/11/2008 - 18:35

Piada, né?

Esqueci de comentar esse superlançamento da moda japonesa para os homens. Saiu outro dia no RGVogue e não dei muita bola. Hoje tropecei de novo nesse absurdo em outro site. Ok, sabemos que japonês nasce com um sangue fashionista exacerbado, topa tudo pela moda mesmo, adora inventar e tem um stylist anônimo de olho puxado em cada esquina. Mas, peralá! Sutiã masculino?? Tudo tem limites, né? A não ser que seja peça fetiche em ritual SM, por exemplo, aí é cada um na sua, porque, de outra forma, confesso que não captei a utilidade. Ah! Vai ver é pros marombados de academia. Te contar, viu…

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